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Muriel Pokk Poesias e Prosas
 


DO AMOR QUERO

 

#Crônicas #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 09h26
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DEVOLVA-ME

#Crônicas #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 09h23
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DEIXA QUE TE AME

#Crônicas #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 09h21
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DANÇA DOS CORPOS

#Crônicas #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 09h18
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CORAÇÃO DE POETA



Escrito por Muriel Pokk às 09h08
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A DIMENSÃO DO AMOR

#Crônica #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 09h06
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CONTRA SUA FÉ NÃO PUDE LUTAR

#Crônica #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 09h03
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COMO UMA GATA NO CIO

#Crônica #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 09h01
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DE REPENTE II

#Crônica #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 08h58
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COMO É POSSÍVEL

#Crônica #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 08h56
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DEVOLVA-ME

@Crônica #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 08h53
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Cigano

#Crônicas #Poesias #Poemas

 



Escrito por Muriel Pokk às 08h40
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Chove lá fora

#Crônicas #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 08h39
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A Flor Plantada no tronco

#Crônicas #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 08h29
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A dor da mentira

#Crônicas #Poesias #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 08h27
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Amor, Amor

#Poesias #Poemas #Crônicas



Escrito por Muriel Pokk às 08h24
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A ARANHA

#Poesias #Crônicas #PoemasSalvar e Publicar



Escrito por Muriel Pokk às 05h31
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MEUS DOIS LADOS

#Poesias #Crônicas #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 05h27
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FALTA MOEDA DE R$ 0,01?

FALTA MOEDA DE R$ 0,01?

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

 

Falta moeda de R$ 0,01? Então vamos facilitar a vida da população arredondando o preço das mercadorias. O que não é justo é que sejamos mais uma vez prejudicados.

Falta boa vontade por parte dos comerciantes e as vezes, até mesmo dos próprios funcionários que trabalham nos caixas.

 Minha Indignação vem pelo fato de sempre alegarem sempre a falta de troco em forma de moedas de um centavo.  Pois bem se não há moedas de um centavo em circulação então, nada mais justo do que colocar o preço das mercadorias sem os centavos “quebrados”.

A má fé dos comerciantes é comprovada ao encontrarmos mercadorias, que trazem logo após o cruzeiro, os noventa e nove centavos, pois ao comprarmos a mesma nunca recebemos o troco de um centavo.

O comerciante tem obrigação de abastecer o caixa com moedas de um centavo e tem obrigação ainda de orientar seus funcionários a dar o troco, por menor que seja. 

Creio que se exigíssemos o que nos é de direito, rapidamente as moedas de um centavo voltariam aos caixas.

Convenhamos que a omissão não fica só em não devolver um centavo, muitas vezes a omitir de troco chega a ser de dois, três e quatro centavos.

Se fizermos um calculo rápido e imaginarmos veremos que o comerciante ao deixar de dar o troco de um centavo à 100 pessoas lucrará no final do dia 1,00, e  no final de 365 dias ele terá um lucro de R$365,00.

Você pode pensar: “mas nem sempre há um movimento de 100 pessoas num estabelecimento”. Verdade mas também o estabelecimento não sonega apenas um centavo, muitas vezes deixa de devolver dois ou três centavos. Contrabalançando com pessoas que comprar e a sonegação de dois e três centavos, façamos o cálculo: se o comerciante tiver um lucro diário de dois reais, veremos que no final de um ano ele terá lucrado R$730,00; e no caso de ter um lucro diário de três reais, seu o lucro será, sem nenhum esforço, R$ 1.095,00

A população tem vergonha de reclamar seu troco em forma de centavos e assim deixa de receber o que lhe é de direito, dando ao comerciante lucros inimagináveis, principalmente para os grandes comerciantes que tem milhares de pessoas passando pelos caixas todos os dias.

 Ora, se alguém se propõe a ter um negócio deve ter sempre em caixa dinheiro miúdo para dar de troco aos seus clientes. O que é inaceitável é deixar de dar o troco em centavos, cometendo um ato ilegal de enriquecimento ilícito em detrimento do patrimônio dos consumidores.

Não vamos permitir que comerciantes desonestos provoquem rombos em nosso orçamento.

Hoje mesmo, quando fui fazer minhas compras no mercado, o caixa deu-me o troco todo enroladinho, desenrolei-o, contei e verifiquei que estavam faltando três centavos, comuniquei o fato ao caixa, e ele me respondeu que não tinha os tinha moedinhas de um centavo para me  dar de troco. Delicadamente eu disse que não sairia daqui sem meu troco, que ele arredasse para menos, conforme manda a lei ou me dê as minhas moedinhas, e prossegui dizendo-lhe: Por que sempre tenho eu que arcar com o prejuízo? Rapidamente, como num passe de mágica os centavos apareceram.

Eu estou fazendo a minha parte, e você está fazendo a sua?

Livro Momentos
#Poesias #Crônicas #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 18h24
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DIGNIDADE NÃO SE COMPRA

Dignidade não se compra
Muriel Elisa Távora Niess Pokk


          Para meu pai, a ética e o amor aos filhos estavam acima de qualquer coisa.

Sua mãe era alemã e seu pai grego. Como para os estrangeiros (daquela época) a cultura estava acima de tudo, ele estudou muito, alem de falar seis idiomas, era formado em contabilidade. 

Infelizmente nunca teve uma oportunidade na vida de demonstrar seus conhecimentos. Sempre lutou com muita dificuldade para sustentar seus seis filhos, a esposa e a mãe doente.

        Uma das habilidades de papai era saber cerzir vários tipos de tapetes, como os belíssimos tapetes de seda, os maravilhosos tapetes persa, e os raríssimos tapetes antigos. Como ele era poliglota estrangeiros de todos os lugares do Brasil  o contratavam para fazer esse tipo de trabalho, em suas casas.

Por ser culto, delicado e atencioso, algumas vezes, algumas damas, ricas e solitárias, dos lugares que ia trabalhar, lhe faziam propostas indecorosas. Claro é que todas elas eram exorcizadas por ele.

Mas a proposta de uma dessas senhoras, entretanto, nunca foi esquecida por meus pais, e mamãe, sempre que podia relembrando-a, contava para nós: “Sabe seu pai ao voltar à casa de uma madame riquíssima, para terminar de cerzir um belíssimo tapete de seda, ao invés de ser recebido pelo mordomo, foi recebido por ela própria, que vestia uma camisa de homem. A camisa estava totalmente aberta, e deixava à vista seu corpo, totalmente nu. 

A casa aparentemente estava vazia.

Segurando-o pela mão ela o levou à sala de visita e pediu que papai se sentasse, pois queria conversar com ele. Assim que papai obedeceu ela lhe deu um papel para ler. Era um contrato assinado por ela com firma reconhecida.

As cláusulas do contrato eram as seguintes: Ela contratava papai por 20 anos. Ele deveria acompanhá-la pelo mundo em suas viagens. Mas para isso era necessário que ele largasse a família. Em troca, ela nos daria uma casa de presente (assim não precisaríamos mais pagar aluguel), os estudos de seus seis filhos, seriam custeados, por ela, até o termino da faculdade, mamãe receberia uma pensão (entre parênteses a importância), corrigida todos os meses, para ajudá-la a manter toda a família com conforto.

Meu pai perplexo retrucou que era casado e que amava minha mãe. Ela respondeu que isso não lhe importava, que ela queria ficar com ele.

Com a delicadeza que lhe era habitual papai lhe respondeu: - Amo minha esposa, não a trocaria por nada. 

        Levantou-se, e dirigindo-se a outra sala, terminou o serviço que havia começado.

Alegando estar sem dinheiro, naquele momento, a madame pediu para que papai refletisse sobre sua oferta e voltasse outro dia para receber e dar-lhe a resposta.

Papai não voltou.

Inconformada, ela lhe mandava recados para ele ir buscar seu pagamento.

A cada recado recebido, mamãe, no lugar de papai,  se diria à casa dessa pessoa, mas, ao tocar a campainha, ninguém a atendia.

Apesar dos bilhetes continuarem vindo todas as semanas, meu pai nunca mais voltou à casa daquela mulher, e, portanto, nunca recebeu a importância que ela lhe devia.

Com sua atitude mostrou a ela, que dignidade não se compra.

Livro Momentos
#Poesias #Crônicas #Poemas

        



Escrito por Muriel Pokk às 10h56
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POUPA TEMPO DE SANTO AMARO NÃO TEM SINALIZAÇÃO TÁTIL

Poupatempo de Santo Amaro  não tem sinalização tátil 

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Tirei meu Registro Geral (RG) em 1963, ao completar 18 anos. Muitos anos se passaram desde então.

Ao completar 65 anos tentei tirar os documentos que me permitiriam, por lei, utilizar os meios de transporte gratuitamente; aventurei-me, também, a abrir uma nova conta num banco pertinho de minha casa; e, ainda, arrisquei tirar o passaporte. Nada consegui, pois meu RG foi recusado por vários órgãos, a pretexto de, por ser muito antigo, não ter mais validade.

Nunca, em toda a minha vida, eu ouvira dizer que um registro geral poderia perder sua validade. Mas, como tudo na vida muda - e não adianta querer reclamar - dirigi-me ao Poupatempo de Santo Amaro para tirar outro documento atualizado.

Ao entrar no Poupatempo ( que eu não conhecia), reparei que haviam pintado, no chão, uma faixa azul. A mesma percorria os corredores e também iam em direção a alguns  guichês.

Curiosa, perguntei a uma funcionária o que significava aquela faixa simplesmente pintada no chão, e ela me respondeu que era para orientar o portador de deficiência visual. Evidente e visível o seu equívoco, mas isto me fez constatar um fato que me deixou perplexa: inacreditavelmente  um órgão do governo com a destinação do Poupatempo não tem, em seu piso, a sinalização tátil.

A sinalização tátil é obrigatória por lei e serve para orientar o portador de deficiência visual, alertando-o ou direcionando-o.

O piso de orientação compõe-se de pequenas  esferas em alto relevo e o piso de direção contém sinais específicos, retangulares, igualmente salientes , que acompanham a direção da faixa. Ambas as sinalizações devem ter cor e textura contrastante com a do piso adjacente.

Quanto ao atendimento prestado a mim pelos funcionários do Poupatempo, não tenho nenhuma queixa, fui muito atendida por todos eles com carinho educação; e em poucos dias consegui ter em mãos meu novo RG.

 

Livro Momentos
#Poesias #Crônicas # Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 19h19
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Amor sem Fronteiras

#Poesias #Crônicas # Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 11h44
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AMOR E PAIXÃO

 

 

Amor e Paixão
Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Amor é uma sensação gostosa

que chega, sem avisar, devagarzinho.

Traz consigo a beleza de uma rosa,

traz consigo também seus espinhos.

 

Paixão é sentimento forte

que tira a paz, o tino e a visão.

Quando se vai, traz a morte,

ao triste e solitário coração.

 

O amor permanece para toda vida,

a paixão se acaba com o tempo.

O coração ao amor dá guarida,

a paixão, sem guarida, é levada pelo vento.

 

Paixão e Amor, juntos, não se pode querer,

o amor acaba com a paixão.

A paixão sufocando o amor o faz morrer.

 

Livro Poesias Ditadas pelo coração

#Poesias #Crônicas #Poemas

 

 



Escrito por Muriel Pokk às 00h54
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SEMPRE É TEMPO DE REFLEXÃO

Sempre é tempo de Reflexão

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Muitas pessoas, mesmo sabendo que os refrigerantes fazem mal, continuam consumindo-os em seu dia a dia, tanto pela praticidade, como também, é claro, pelo sabor delicioso que apresentam.

Há décadas - assim que se falou em lançar refrigerantes em garrafas de plástico - muitos textos com opiniões contrárias saíram publicados em jornais e revistas. O acondicionamento em plástico seria ainda mais prejudicial à saúde, pois o líquido teria mais um produto acrescentado a ele para que o tornasse compatível com a embalagem.

Mas, apesar das opiniões dos especialistas, como todos sabem a novidade foi lançada por ser economicamente mais conveniente.

Também ao se falar na criação do refrigerante light, lembro-me muito bem dos amplos debates que houve a respeito.

Os técnicos davam entrevistas, informando que aquele produto não fazia mal. Muitos  profissionais da saúde, na época, ao contrário, pediam que não fosse criado o refrigerante light.

Médicos famosíssimos afirmavam que certos componentes que iriam ser acrescidos ao refrigerante poderiam causavam câncer.

O poder econômico venceu, o produto foi lançado e hoje é consumido por milhares de pessoas.

O grande problema não está só nos refrigerantes. Nem mesmo nos produtos quimicamente conservados e acondicionados em latas, embalagens plásticas, vidros; ou em vários embutidos e laticínios que podem provocar, por exemplo, alergias; há noticias de pastas de dente que contém areia e produto para clarear os dentes que atacam a gengiva e os dentes, vindo algumas em tubos metálicos que possuem chumbo, prejudicando a saúde; o leite, além dos produtos químicos, conservantes e aromatizantes, chega à nossa mesa repleto de hormônios – estes dados constantemente à vaca; a margarina, recebe antioxidantes, flavorizantes, corantes, emulsificantes, espessantes, acidulantes e como os outros produtos, conservantes; a esponja de aço, que usamos para dar brilho às nossas panelas, ao ser manuseada solta pequeninas partículas que podem ser aspiradas ou engolidas e provocar câncer, tendo sido proibidas nos EEUU.

O pior mesmo está na água que nos é servida pelas companhias de saneamento básico em todo o Brasil. Nela são acrescidos produtos para a esterilização da mesma, como o flúor, cuja utilização, para esse fim, foi proibida nos Estados Unidos, por causar câncer.

É preciso que os industriais, que produzem nossos alimentos, e os nossos políticos tenham sempre em mente, primordialmente, a nossa saúde.

É tempo de reflexão. É tempo de eleição. É tempo de voto responsável.

 

Livro Momentos
#Poesias #Crônicas #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 20h02
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AMOR AO PRÓXIMO

 

Amor ao próximo

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

O amor grande e verdadeiro

Implica em ternura e doação.

Quando nos doamos por inteiro

Doamos vida, corpo e coração.

 

Não há arrependimento

Na doação do amor.

Nela não existe fingimento,

Nem mesmo qualquer dor.

 

Deixamos de lado o egoísmo,

Abandonamos a infelicidade,

Em seu lugar fica o altruísmo,

A força, o carinho e a felicidade

 

Amar ao próximo com sabedoria

Foi o que o mestre nos ensinou.

Tão bem disso Jesus entendia

Que à humanidade se doou.

 

Livro Poesias Ditadas pelo coração
#Poesias #Crônicas #Poemas

 

 

 



Escrito por Muriel Pokk às 16h37
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AMOR FEITICEIRO

Amor feiticeiro

Muriel Elisa T N Pokk

 

Meu amor feiticeiro

Fez-me dele prisioneira.

Aprisionou também,

Meu espírito e alma.

Meu amor feiticeiro

Encantou-me de tal forma

Que não sei mais raciocinar,

Não consigo mais pensar,

Minha mente e meu corpo...

É todo dele.

 

Livro Momentos
#Poesias #Crônicas #Poemas



Escrito por Muriel Pokk às 08h22
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AMIZADE VIRTUAL

Amizade Virtual
Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Numa sala de chat nós entramos,
você me chamou para conversar.
Foi assim que nos encontramos,
e começamos a namorar

Você me falou sobre sua vida,
sobre a minha, também lhe contei.
Falou-me de suas aspirações perdidas,
Das minhas, também falei.

Por telefone trocamos ternura,
falamos de sonhos, de amor e do mar.
E-mails nós trocamos com doçura,
tínhamos tantas palavras a trocar.

Um dia, era inverno, nós brigamos.
Chorando passei a noite, e assim amanheci.
Esquecendo as juras que trocamos,
Nunca mais seus e-mails respondi.

Livro Poesias ditadas pelo coração
#Crônicas #Poesias #Poemas

 



Escrito por Muriel Pokk às 13h14
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AMAR

AMAR

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Trazes contigo todos os dons...

Teus olhos

Transmitem paz,

Teu sorriso

Felicidade,

Teu abraço

Proteção,

Tua mão

Segurança,

 Teu beijo

Juventude,

Teu corpo

Prazer.

Amar-te é divino.

Tua vida

Dá vida

À minha vida.

 

Livro Poesias ditadas pelo coração

#Poesias #Poemas #Crônicas  



Escrito por Muriel Pokk às 13h13
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AMANHECEU

Amanheceu

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Acordo feliz ao teu lado.

As aves gorjeiam e cantam nas árvores.

Esses cantos, são hinos feitos por elas

para festejar o nosso amor.

Dormes.

Os raios de sol penetram pela janela

e deitam-se maliciosamente sobre teu corpo nu.

Fico admirando cada parte de teu corpo:

Tua pele bronzeada, teus cabelos loiros,

Teu rosto, tua barba cerrada,

teus ombros largos,

teu peito forte coberto de pelos dourados,

tuas coxas grossas, tuas pernas bem torneadas.

Pareces um deus.

Te amo.

Te adoro.

Te quero.

Te desejo.

Em pensamento te saboreio.

Todo meu corpo estremece de paixão.

Sinto ciúmes dos raios de sol...

Delicadamente deito-me sobre ti...

Não quero que nada te possua,

a não ser eu.

 

Livro Poesias ditadas pelo coração

#Poesias #Crônicas #Poemas 



Escrito por Muriel Pokk às 17h32
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ALIANÇA DE AMOR

ALIANÇA DE AMOR

                                    Muriel Elisa Távora Niess Pokk


Trago no dedo a aliança,
que me foi dada com carinho.
Representa a confiança
que nos une benzinho.


Representa o nosso amor

que vai sempre aumentando;

Como uma linda flor

que vai desabrochando.


Nosso amor é imenso

e nunca não vai morrer,

pois mesmo na eternidade,

vamos fazê-lo viver.


Foi o destino que colocou

você diante de mim.

O romance que começou ,

Para nós jamais terá fim.

 

Livro Poesias ditadas pelo coração

#Poesias #Poemas #Crônicas

 



Escrito por Muriel Pokk às 09h02
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ALGUÉM ME AMA

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Ontem falei com Jesus.
Chorando Lhe disse
De um grande amor...
De uma paixão doída,
De alguém que amo,
Mas que não sabe dizer
Palavras de amor,

Mas, sabe dizer palavras de
Crítica e desconfiança.

Ontem chorando pedi ao SENHOR
Que me ajudasse a encontrar
Um verdadeiro amor.
ELE sorriu e me abraçou,
Segurou minhas mãos e disse:
- Entrega-me teu coração,
Eu nunca de decepcionarei.

 

Registrado em cartório

2002



Escrito por Muriel Pokk às 18h18
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Ajuda-me Senhor

Ajuda-me

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Ajuda-me senhor

A esquecer esse homem

Que sutilmente

Infiltrou-se em meu ser.

Ajuda-me esquecer os sonhos

Que ele me ofertou,

As Ilusões

Que em mim plantou,

Os beijos que me deu,

Ajuda-me a esquecer

Os momentos de amor

em que seu corpo

Ao meu se uniu.

Ajuda-me a esquecê-lo,

Pois, sozinha eu não consigo.

 

Registrado Em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 18h17
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Ainda

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Ainda me relembro com ternura

dos nossos abraços,

Ainda sinto o calor dos nossos beijos,

Ainda sinto o sabor das nossas noites

de paixão intensa,

Ainda sinto a dor do seu adeus.

Ainda hoje guardo, na memória,

a  história desse amor

que tão cedo

se acabou.

 

Registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 13h01
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A,H! MOÇO QUE SAUDADE

AH! MOÇO, QUE SAUDADE

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Ah! Moço, que saudade

 

Do tempo em que cedinho,

Naquelas manhãs passadas,

Víamos aquele prado verdinho,

E por ele corríamos de mãos dadas.

 

Ah! Moço, que saudade

 

Das nossas cachoeiras,

Onde nos refrescávamos do calor,

Ríamos, falávamos asneiras,

Nus, nadávamos sem pudor.

 

Ah! Moço, que saudade

 

Daquele jacarandá,

De flores lilases e lindas...

Quanta saudade me dá

Dos seus beijos de boas vindas

 

Das flores trançadas com carinho,

Coroa feita, para mim, sua princesa.

Depois, com altivez, devagarzinho

Sorrindo, coroava-me com realeza.

 

 Lembra daquela jabuticabeira

Que nossa fome vinha matar.

Pois, é, esta saudade matreira

Não quer mais NE largar.

 

Como flecha ligeira,

Sem pena,

meu peito vem acertar.

Registrado em cartório

 



Escrito por Muriel Pokk às 18h38
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ADEUS

ADEUS

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Partes assim sem dizer nada.

Não há dor, lágrimas ou magoas,

É um adeus vazio de sentimentos.

 

Registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 09h51
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Acabei de desligar

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Acabei de desligar

E não sei dizer porque,

Quero de novo lhe falar,

Quero de novo ouvir você.

 

Sinto saudades da sua voz

De quanto ela me faz feliz,

Das coisas que fala sobre nós,

Das coisas lindas que me diz.

 

Vou esperar com ansiedade

O telefone novamente tocar

Quero lhe dizer desta saudade,

Que diariamente vem me torturar

 

Registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 08h45
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FELIZ DIA DOS PAIS, PAPAI

Feliz Dia dos pais, papai 
Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Passado tanto tempo da minha infância, hoje, após ver tantos pais que existem por aí, lhe dou parabéns pelo grande pai que você foi.

Você conseguiu ser: Rígido... ainda lembro das cintadas recebidas; Carinho, sinto ainda seus beijos de boa noite; Amigo, conversávamos sobre qualquer assunto;
Companheiro, e que grande companheiro, quantos balões e pipas soltamos juntos.

Quantas e quantas vezes fizemos juntos cabaninhas no quintal.

Lembro daquela noite quente, que sem dar atenção aos protestos de mamãe você resolveu atender ao nosso pedido e acampamos no nosso pequeno quintal.

Os cobertores estendidos sobre o varal, presos com os pregadores, formavam uma cabana desengonçadas, mas confortável. Com grande algazarra, arrastamos os colchões e os arrumamos, ali no chão lado a lado.

Ainda o vejo deitando-se pertinho de mim.

Mesmo não havendo perigo algum, você não nos deixaria dormir ali sozinhos.

Lembro-me que de madrugada, um temporal desabou...

Molhados, mas rindo muito, recolhemos tudo às pressas.

Depois, fiquei ali olhando e ouvindo a bronca que mamãe lhe dava. Deu-me vontade de ir ao seu encontro e o abraçar, mas fiquei ali parada, pensando: Ela não consegue compreender que ele só esta nos ajudando a realizar sonhos, porque sabe que no futuro, não poderá mais fazer isso.

Seus vícios eram fumar,  ser honesto. E seu vício maior era trabalhar e trabalhar muito, trabalhar tanto, que chegou a ter na mesma época, três empregos.

Durante o dia trabalhava no comércio, à noite dava aula de inglês e nos finais de semana,  lavava e consertava tapetes importados.

Você só não queria que faltasse nada dentro de casa, queria dar de tudo para seus 6 filhos.
Um dia você adoeceu.

Era noite de Natal, cansado da Terra, você resolveu ir para o céu, foi empinar pipa com o menino Jesus.

Tenho muito orgulho de você pai.

Onde quer que esteja, FELIZ DIA DOS PAIS.

 

Este texto é dirigido ao meu pai Gustavo Pedro Niess

 

Registrado em cartório
13.08.2006

 

 



Escrito por Muriel Pokk às 12h29
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A VONTADE

A vontade

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Estou sofrendo não minto

Quero nos teus braços sonhar

A vontade imediata que sinto

É de correr ao teu encontro e te abraçar

 

A vontade que tenho

É de contigo me encontrar

Mas para isso não me empenho

Pois com outra vais casar

 

Tenho vontade de ir à igreja

Ir assistir teu casamento

Deixar que tu me vejas

Nem que seja por um momento

 

Ah querido o que vais fazer

Ao casar-te sem amor

Fazes a nós dois sofrer

Causas a ambos tanta dor

 

Deixo minhas vontades de lado

Tranco meus sentimentos assim

Sei que está tudo acabado

Mas sei que ainda gostas mim

 

Registrado em cartório

 

 



Escrito por Muriel Pokk às 06h30
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A força do amor

 Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

A força do amor me fez

Ultrapassar muitas barreiras

Recomeçar uma e outra vez

Deixar de lado as besteiras.

 

Quando amei com fortaleza

Desapareceu o "impossível"

Tudo venci com realeza...

Tudo se fez possível.

 

Registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 07h13
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A DOR DA MENTIRA

A dor do Amor

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Conhecemos-nos numa sala de chat.

Como tantos outros casais.

Conversamos durante meses

através do messenger.

Numa tarde de sol

nos encontramos...

Finalmente,

nossas mãos se encontraram.

Ao passearmos pela praça

Eu tropecei, tu me seguraste

com teus braços fortes

e, aproveitando a ocasião,

tu me apertaste contra teu peito...

senti-me protegida.

Já num barzinho trocamos sorrisos

e confidências.

Dentro do carro demos

nosso primeiro beijo.

Durante anos fomos um par constante.

Houve tanto amor 

e tanta ternura entre nós,

que achei que seríamos

“felizes para sempre”.

Sem que eu soubesse porquê,

tudo se acabou...

Sem explicações saíste

da minha vida.

Quando sopra o vento forte

peço a ele que te pergunte:

Por que te foste?

Quando a ventania volta,

fico alerta,

espero tua resposta,

mas ela não vem.

 

Registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 12h51
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DE REPENTE

De repente

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

De repente voltas de um passado remoto,

Sem licença te infiltras em meu coração,

Não medes as conseqüências deste ato,

Choroso, de joelhos, vens pedir perdão,

 

Não posso mais tornar a te perdoar,

Muitas lágrimas por ti já derramei,

Não há como deixar-te em mim morar,

Prometi-me que por ti não mais sofrerei

Registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 19h03
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NAQUELA NOITE

Naquela noite
                                         Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Nós nos amávamos muito e apesar das dificuldades que enfrentávamos éramos felizes.

Para complementar o orçamento doméstico eu arrumei mais um emprego.

Todo final de tarde trazia para casa folhas e folhar de papéis escritos a mão para serem datilografados.

Eles deveriam ser entregues no dia seguinte, por isso eu ficava até altas horas da noite datilografando.

Você meu amor ficava ao meu lado.

Com muita paciência varias vezes me convidada para ir para a cama, queria dormir pertinho de mim, queria aproveitar os nossos momentos juntos para conversarmos, mas apesar de amá-lo muito eu não

podia aceitar seu convite, não tinha tempo para lhe dar a atenção que tanto merecia.

Ao ouvir minha recusa, você colocava seus braços em volta do meu pescoço, me abraçava com ternura

e me beijava com muita doçura.

Eu lhe retribuía os beijos, fazia carinhos em seu no rosto, às vezes desalinhava seus cabelos numa

brincadeira e riamos felizes.

Depois dessa troca de carinhos, eu lhe dizia que não podia ir me deitar com você pois tinha muito trabalho a ser feito.

Você me olhava com seus olhos verdes da cor do mar, voltava a me beijar e abraçar, e se afastava meio triste.

Quando eu pensava que você já estava dormindo, você chegava de mansinho com um cafezinho quentinho que acabara de fazer.

Isso fazia com que meu coração ficasse enternecido.

Aí você ficava mais um pouco ao meu lado, depois, já meio sonolento, pedia desculpas por

não agüentar ficar acordado e ia dormir.

Isso se repetiu muitas e muitas vezes.

Pedrão!

Eu juro, queria lhe dar todo o carinho que você me pedia, e merecia, mas não tinha tempo.

Nós só nos encontrávamos à noite, e eu precisava dela para trabalhar.

Estava muito frio... era maio. Como das outras noites você desceu as escadas, estava vestindo seu pijama verde... nossa, como você estava lindo, não resisti, levantei e dei-lhe um abraço apertado e muitos beijos.

Você sorriu e disse:

- Abre as mãos e fecha os olhos.

Eu fiz o que você me pedia.

Senti uma folha grossa ser depositada em minhas mãos, sem desconfiar do que se tratava abri os olhos... Que surpresa, que emoção, lágrimas abundantes correram pela minha face... na folha de papel estava escrito:

Diploma de Datilografia, e logo abaixo, Eduardo Pokk.

Em minhas mãos estava o seu diploma de datilografia.

Você meu filho com apenas 8 anos, sem que eu soubesse, você pedira para seu tio pagar o curso de datilografia, queria me fazer uma surpresa.

- Mãe agora eu posso te ajudar a datilografar e assim você pode dormir cedo e descansar mais.

Naquela noite eu larguei tudo que estava fazendo e fui me deitar pertinho de você.

Colocando meu braço sob sua cabeça e o abracei.

Você se acomodou dentro desse abraço e dormiu.

Aquela noite, vai ser para sempre, uma noite inesquecível.

 

TEXTO REGISTRADO EM CARTÓRIO



Escrito por Muriel Pokk às 08h33
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Dilema

Dilema

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Triste é o dilema que carrego

Para longe preciso partir

À tristeza então me entrego

Pois comigo não podes vir

 

Ao pensar que ficarei sem ti

Que sozinha seguirei pela vida,

Resolvo ficar por aqui

Adiando cada dia a partida

 

Registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 14h36
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Não verei mais o seu rosto

Não verei mais seu rosto

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Sei que você jamais voltará,

Que não verei mais seu rosto,

Que em mim a desilusão restará

E no peito florescerá o desgosto

 

Por que você foi embora

Se nós nos amávamos tanto

Que faço sem você agora

Sem seu amor... sem seu encanto

 

Saiba que aos poucos estou morrendo

Deixo apenas a vida seu curso seguir

Sentada a beira do caminho estou vivendo,

Sem você não tenho forças para prosseguir

 

Registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 09h28
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VOU TE VENDER



Escrito por Muriel Pokk às 08h07
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O mundo está perdido

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

O mundo está perdido? Não!

Ainda há muita gente inteligente,

Com doçura e amor no coração,

Que acredita em bondade somente,

 

Que não vê apenas a tristeza do mundo,

Vê a alegria, que sempre existirá,

Que pára dias, horas ou um segundo

Contemplando a beleza que nele há.

 

Vê os jovens maravilhosos

Que estudam e trabalham,

Vê os lares harmoniosos

Que pelo mundo se espalham.

 

Vê tanta gente, que de doar-se é capaz,

De doentes, com carinho, cuidar,

Pelo continente espalhar a paz,

E em si sequer pensar.

 

O Mundo não está perdido,

Nem nunca estará,

Pois nele se há mantido

A fé que na maioria florescerá.

 

Registrado em Cartório

 



Escrito por Muriel Pokk às 17h14
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A máquina de Costura

A máquina de costura

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

A máquina de costura era Singer, trazia, sobre sua cor preta, em letras douradas, a marca impressa. O móvel em que era guardada e que também lhe servia de base de apoio, era de madeira escura, forte e pesada.

À direita da máquina havia uma roda pequena que trazia, do lado esquerdo, uma depressão, sobre a qual deslizava a correia marrom, que seguia através de um furo, indo encontrar na parte inferior do móvel, uma roda de ferro grande. Após acomodar-se no sulco desta, a ponta da correia dava a volta dessa roda e voltava à superfície através de outro furo, que ficava ao lado do primeiro, indo encontrar-se com sua outra ponta, a qual se prendia um gancho de ferro.

A segunda roda por onde a correia passava, era soldada a uma alavanca, e essa alavanca, presa a um pedal.

Para dar inicio à costura impulsionava-se a roda menor com a mão,  a correia presa à roda maior fazia-a mover-se e esta última, através da alavanca, movimentava o pedal, permitindo aos pés dar o impulso necessário para que se começasse a costurar.

Como se estivesse em exposição, a máquina da minha avó permanecia aberta o dia inteiro, pronta para atender os comandos dados por ela.

 Obediente, junto às mãos hábeis de vovó, transformava as peças de tecidos em toalhas de banho, fraldas, cueiros, cobertorzinhos para bebês;os sacos de farinha em lençóis, fronhas, panos de pratos e calcinhas; as calças usadas de papai em saias para mamãe ou em calças para meus irmãos. Vestidos gastos eram remontados - blusa de um vestido era costurada na saia do outro. Os retalhos que sobravam sempre eram reaproveitados e se transformavam em colchas.

Vovó aproveitava ao máximo cada peça de roupa. Seu refrão era:  “conserta teu pano que te dura um ano, torna a consertar que volta a te durar, conserta mais uma vez que te dura mais um mês.” E tudo que ela costurava, era sempre costurado naquela bela máquina que a acompanhou pela vida toda e da qual nunca vou esquecer.

Texto registrado em cartório

 



Escrito por Muriel Pokk às 07h19
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Alimentos industrializados Podem fazer mal

Alimentos Industrializados Podem fazer mal

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

A parte digestiva é uma das responsáveis por todos os descontroles que ocorrem em nosso organismo. Portanto uma alimentação natural ajuda nosso organismo a se recuperar de qualquer instabilidade.

Não são os alimentos que nos fazem ficar doentes e sim os produtos neles contidos como por exemplo, os corantes, os espessantes, conservantes, flúor, bromato, iodo, Benzeno etc.
Eis alguns produtos que podem fazer mal: enlatados de qualquer espécie; compensados como salame, presunto, mortadela, peito de peru, linguiça, salsicha; queijos amarelos; gorduras em geral; bebidas alcoólicas; sucos em pó, em caixinha ou garrafa; refrigerantes de qualquer espécie; pasta de dente que contenham flúor; pão francês; sal iodado; açúcar branco e adoçantes arficiais.
Nos alimentos vendidos em latas, caixas ou vidros são adicionados conservantes, espessantes e corantes. Os aditivos mais usados nos enlatados são os sulfitos, os notratos e o glutamato monossódico (GMS). Os sulfitos podem causar alergias respiratórias; os nitratos que se combinam com os aminos nas comidas, formam as nitrosaminas, que podem provocar danos cerebrais e câncer. As dores de cabeça também estão associadas ao glutamato monossódico e altos níveis da substância causam cegueira em animais.
Outros aditivos, como cores e sabores artificiais, são considerados fatores de risco pois causam câncer em animais.
A Tartrazina é um corante de cor amarela e está presente em muitos alimentos e medicamentos. É encontrada em alimentos como balas coloridas, caramelos, confeitos, sucos artificiais, gelatinas e similares.
Seu uso está permitido na legislação brasileira como aditivo alimentar. O corante Tartrazina tem ainda seu uso autorizado para medicamentos tanto adultos como infantis.
Estudos realizados nos Estados unidos e Europa comprovam casos de reação alérgica ao corante Tartrazina como: asma, bronquite, urticária, rinites, náuseas, broncoespasmos, eczema, dores de cabeça e sintomas que vão da hiperatividade à depressão. Em decorrência disso, a utilização desse corante é proibida em alguns países, como a Noruega, enquanto no Brasil é permitida.
Os refrigerantes diet contém Benzeno, substância com alto potencial carcinogênico que, se consumida regularmente, pode causar tumores.
O sal deveria ter misturado ao seu conteúdo apenas 20% de iodo, mas, hoje em dia, esse percentual chega a 80%, sendo que o excesso do produto vem causando à população descompensação da tireóide, provocando, o hipertiroidismo e hipotireoidismo.
O flúor, colocado em algumas pastas de dentes, foi proibido nos Estados Unidos por ter sido comprovado que ele causa câncer. Aqui no Brasil, além de ser colocado nas pastas de dentes, também é colocado na água potável.
O pão francês leva bromato para que a massa cresça, substância que, em escesso, ou cozida em temperadura inadequada, causa câncer.
Procure um profissional em nutrição, faça uma alimentação saudável e tenha saúde para sempre.
Esse texto está registrado em cartório.


Escrito por Muriel Pokk às 19h20
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Escrito por Muriel Pokk às 22h45
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DIGNIDADE NÃO SE COMPRA

Dignidade não se compra

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

     Para meu pai, a ética e o amor aos filhos estavam acima de qualquer coisa.
Sua mãe era alemã e seu pai grego. Como para os estrangeiros (daquela época) a cultura estava acima de tudo, ele estudou muito, alem de falar seis idiomas, era formado em contabilidade. 

Infelizmente nunca teve uma oportunidade na vida de demonstrar seus conhecimentos. Sempre lutou com muita dificuldade para sustentar seus seis filhos, a esposa e a mãe doente.

        Uma das habilidades de papai era saber cerzir vários tipos de tapetes, como os belíssimos tapetes de seda, os maravilhosos tapetes persa, e os raríssimos tapetes antigos. Como ele era poliglota estrangeiros de todos os lugares do Brasil  o contratavam para fazer esse tipo de trabalho, em suas casas.

Por ser culto, delicado e atencioso, algumas vezes, algumas damas, ricas e solitárias, dos lugares que ia trabalhar, lhe faziam propostas indecorosas. Claro é que todas elas eram exorcizadas por ele.

Mas a proposta de uma dessas senhoras, entretanto, nunca foi esquecida por meus pais, e mamãe, sempre que podia relembrando-a, contava para nós: “Sabe seu pai ao voltar à casa de uma madame riquíssima, para terminar de cerzir um belíssimo tapete de seda, ao invés de ser recebido pelo mordomo, foi recebido por ela própria, que vestia uma camisa de homem. A camisa estava totalmente aberta, e deixava à vista seu corpo, totalmente nu. 

A casa aparentemente estava vazia.

Segurando-o pela mão ela o levou à sala de visita e pediu que papai se sentasse, pois queria conversar com ele. Assim que papai obedeceu ela lhe deu um papel para ler. Era um contrato assinado por ela com firma reconhecida.

As cláusulas do contrato eram as seguintes: Ela contratava papai por 20 anos. Ele deveria acompanhá-la pelo mundo em suas viagens. Mas para isso era necessário que ele largasse a família. Em troca, ela nos daria uma casa de presente (assim não precisaríamos mais pagar aluguel), os estudos de seus seis filhos, seriam custeados, por ela, até o termino da faculdade, mamãe receberia uma pensão (entre parênteses a importância), corrigida todos os meses, para ajudá-la a manter toda a família com conforto.

Meu pai perplexo retrucou que era casado e que amava minha mãe. Ela respondeu que isso não lhe importava, que ela queria ficar com ele.

Com a delicadeza que lhe era habitual papai lhe respondeu: - Amo minha esposa, não a trocaria por nada. 

        Levantou-se, e dirigindo-se a outra sala, terminou o serviço que havia começado.

Alegando estar sem dinheiro, naquele momento, a madame pediu para que papai refletisse sobre sua oferta e voltasse outro dia para receber e dar-lhe a resposta.

Papai não voltou.

Inconformada, ela lhe mandava recados para ele ir buscar seu pagamento.

A cada recado recebido, mamãe, no lugar de papai,  se diria à casa dessa pessoa, mas, ao tocar a campainha, ninguém a atendia.

Apesar dos bilhetes continuarem vindo todas as semanas, meu pai nunca mais voltou à casa daquela mulher, e, portanto, nunca recebeu a importância que ela lhe devia.

Com sua atitude mostrou a ela, que dignidade não se compra.

Texto registrado em cartório

        



Escrito por Muriel Pokk às 13h29
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DENTRO DO SEU PRÓPRIO TEMPO

Dentro do seu próprio tempo

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Se dermos tratamento adequado ao portador da Síndrome de Down, com certeza ele adquirirá, dentro de seu próprio tempo, um bom desenvolvimento.

Certamente, em alguns momentos, hão de aparecer obstáculos que parecerão intransponíveis, mas não o são, podendo ser vencidos com muito amor, paciência, perseverança e apoio dos familiares.

A escola desde a tenra idade é importante, a convivência com outras crianças é salutar, a troca de experiência encoraja-o a tentar realizar os mesmos feitos que seus amiguinhos.

Ensina-o também a compreender ordens e a respeitar seus semelhantes. Esta é a melhor forma de sociabilização.

Outra forma de sociabilização é a saída sem que os pais fiquem muito próximos, como por exemplo, os passeios só com os amiguinhos, acampamentos, festas, idas ao shopping, cinemas etc.

Presenteá-lo com um animal de estimação o faz feliz e lhe abre oportunidade de oferecer sua afeição e sua companhia, além de ajudá-lo, se for o caso, a sair de uma depressão, tristeza e timidez. O fato de aprender a “dar amor”, de cuidar de outro ser que dele necessita, ajuda-o a se integrar com maior facilidade e rapidez.

Mas nunca devemos esquecer, em hipótese alguma, que as pessoas não devem ser comparadas umas com as outras. Portanto, pretender que uma criança seja igual à outra é um erro fatal.

Este texto está registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 09h53
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MINHA NOITE INESQUECÍVEL

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Nós nos amávamos muito e apesar das dificuldades que enfrentávamos éramos felizes.

Para complementar o orçamento doméstico eu arrumei mais um emprego.

Todo final de tarde trazia para casa folhas e folhar de papéis escritos à mão para serem datilografados.

Eles deveriam ser entregues no dia seguinte, por isso eu ficava até altas horas da noite datilografando os textos.

 

Você meu amor, com muita paciência ficava sentado ao meu lado.

Várias vezes durante esse tempo me convidada para ir dormir, queria aproveitar os momentos que podíamos ficar juntos para conversarmos. Apesar de amá-lo muito eu não podia aceitar seu convite, não tinha tempo para lhe dar a atenção que tanto merecia.

 

Ao ouvir minha recusa, você colocava seus braços em volta do meu pescoço num abraço terno e me beijava com doçura. Eu retribuía os beijos e fazia carinhos em seu no rosto. Às vezes desalinhava seus cabelos numa brincadeira gostosa e riamos felizes. Depois dessa troca de carinhos, eu dizia que não podia acompanhá-lo, pois tinha muito trabalho a ser feito.

Você me olhava com seus olhos verdes da cor do mar, voltava a me beijar,  abraçar e se afastava meio triste.

Quando eu pensava que já estivesse dormindo, você aparecia com uma bandeja na mão, trazendo um café quentinho, que acabara de fazer, enternecendo mais ainda meu coração.

Você ficava ao meu lado até que o cansaço tomasse conta do seu corpo, meio sonolento, pedia desculpas por não agüentar ficar acordado, e ia dormir.

Isso se repetiu muitas e muitas vezes.

Perdão!

Nós só nos encontrávamos à noite, e eu precisava dela para trabalhar.

Juro que queria dar todo o carinho que você pedia, e merecia, mas não tinha tempo.

Estava muito frio, era o mês de maio, como nas outras noites você veio ao meu encontro, vi você descendo as escadas vestindo seu pijama verde...

Nossa!!!! Como você estava lindo. Não resisti dei-lhe um abraço apertado e muitos beijos.

Você sorriu e disse:

- Tenho uma surpresa, agora eu posso ajudar você a datilografar seus textos e assim você pode dormir e descansar mais cedo.

Sem entender direito, baixei os olhos para ler o que havia na folha que acabara de receber de suas mãos, nela estava escrito:

“Diploma de Datilografia” e logo abaixo,  “Eduardo Pokk”.

Tinha em minhas mãos o seu diploma de datilografia.

Você meu filho tinha apenas 8 anos.

Sem que eu soubesse, havia pedido para seu tio pagar a escola de datilografia, fazendo-me uma surpresa.

Que emoção, lágrimas abundantes correram pela minha face.

Naquela noite eu larguei tudo que estava fazendo e fui me deitar pertinho de você. Coloquei o braço embaixo de sua cabeça e o abracei.

Você se acomodou em meu peito e adormeceu.

Aquela noite vai ser para sempre, minha noite inesquecível.

 

Texto registrado em Cartório



Escrito por Muriel Pokk às 18h34
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Filme com portadores da sindrome de downs

endereço do link onde esta o trailer do filme

http://www.youtube.com/watch?v=31rx8GcifEc

 

 

 



Escrito por Muriel Pokk às 18h05
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HISTÓRIA DE UM RACK

HISTÓRIA DE UM RACK

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Tendo sido proibida por meu ortopedista, de fazer grandes esforços por causa de uma Osteopenia que começa a se instalar em meu corpo, resolvi doar meu lindo Rack por ser muito grande e pesado e que enfeitava minha casa há vários anos.

Liguei oferecendo-o à instituições de caridade, como por exemplo, orfanatos, asilos, creches, associações carentes que atendem portador de deficiência visual, mental e auditiva. Mas, apesar de eu lhes afirmar que o mesmo estava semi-novo, nenhuma delas se interessou por ele.

Resolvi então, coloca-lo no jardim para que os transeuntes o vissem. Sobre ele um papel com os seguintes dizeres: “DOA-SE”.

Muitas pessoas paravam e o olhavam... Os dias passaram e nada de alguém se interessar por ele.

Intrigada, comecei a pensar: que encanto teria ele que ninguém o queria?

Anoiteceu rapidamente... O marcador de temperatura mostrava que o frio chegava a oito graus; sonolenta, acomodei-me sob os cobertores e adormeci. Nessa mesma noite sonhei que alguém havia apagado o texto que estava sobre o rack. Ainda no sonho, me dirigi ao jardim, e olhando o escrito, verifiquei o texto: VENDE-SE, e logo abaixo, R$ 700,00. Neste momento, acordei. Levantei-me, fiz uma nova placa, igualzinha daquela que eu vira no meu sonho... Fui até o rack e pendurei-a nele.

Nove horas da manhã, ouço o sonoro chamado da campainha. Da janela vejo uma senhora falando alguma coisa, e gesticulando aponta para o móvel. Vou ao seu encontro. Ela se diz interessada e me pergunta se aquele é o preço daquela mobília. Respondo que sim. Ela me informa que vai buscar a caminhonete e me garante que voltará em dez minutos. Pede, por favor, que eu aguarde seu retorno e não venda o rack para outra pessoa, pois ele é exatamente o que ela está precisando.

No tempo prometido ela reaparece e do pequeno caminhão descem quatro rapazes. Enquanto eles carregam e acomodam o móvel, ela, ao me pagar vai dizendo que sempre sonhara ter um rack daquele tamanho e naquele tom, onde pudesse acomodar a sua televisão, seu o seu vídeo cassete, seu o DVD e seu som, com suas enormes caixas de alto-falantes.

Vendo-os partir, sorri... Se meu rack falasse, teria uma historia interessante para contar.

 

Registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 06h03
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UM DIA



Escrito por Muriel Pokk às 11h16
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ALGUÉM ME AMA

ALGUÉM ME AMA
Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 Ontem falei com Jesus.
Chorando Lhe disse
De um grande amor...
De uma paixão doída,
De alguém que amo,
Mas que não sabe dizer
Palavras de amor,

Mas, sabe dizer palavras de
Crítica e desconfiança.

Ontem chorando pedi ao SENHOR
Que me ajudasse a encontrar
Um verdadeiro amor.
ELE sorriu e me abraçou,
Segurou minhas mãos e disse:
- Entrega-me teu coração,
Eu nunca de decepcionarei.

 

Registrado em cartório

 



Escrito por Muriel Pokk às 13h57
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VAMOS FAZER DE CONTA



Escrito por Muriel Pokk às 15h04
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PINTANDO O VENDO



Escrito por Muriel Pokk às 14h55
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Abraça-me

ABRAÇA-ME

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

Abraça-me!
A solidão toma conta de mim,
Sinto-me tão sozinha.
Abraça-me!
Preciso do conforto
Do teu abraço.
Abraça-me!
Meus olhos teimam
Em verter lágrimas.
Abraça-me!
Fica comigo,
Quero apenas
Ficar em silêncio
Recostada em teu peito
E sentir o pulsar
Do teu coração.
Abraça-me!
Quero sentir
A proteção que
Teus braços me oferecem.
Vem,
Abraça-me!

Registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 06h15
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O OUTRO LADO DA MOEDA

O OUTRO LADO DA MOEDA

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

Ganhei, num sorteio entre amigos, um CD que continha uma grande variedade de fontes.

Não resistindo à curiosidade, ao chegar em casa coloquei-o no computador e olhei-as uma por uma. Encontrei duas muito interessantes.

Logo que as vi, tive uma imensa vontade de usá-las, o que levei avante fazendo uma poesia à qual coloquei o título: “Precisa-se de um papai Noel”. Transcrevo-a abaixo para que vocês a leiam:

Você não conseguiu ler a poesia?

Já imaginou se todos os jornais, livros, menus, avisos, revistas etc, só fossem escritos em Braille?

É assim que o portador de deficiência visual se sente... Impotente por não conseguir ler os textos cuja linguagem não tem acesso, essa dificuldade é agravada por ele não ter nenhum outro tipo de informação que lhe facilite a leitura.

Já que não conseguiu ler em Braille, quem sabe consiga a poesia no formato abaixo.

 

Quem sabe você consiga ler no formato abaixo...

 

Não conseguiu entender? Que pena!

 

Agora você pode compreender melhor o que sente um portador de deficiência auditiva quando tenta, através de sinais, comunicar-se com outras pessoas, sem sucesso.

Se entendêssemos e “falássemos” Libras, haveria muito mais comunicação entre todos... Poderíamos entrar no mundo silencioso dos surdos e colhermos as infinidades informações que eles tem a nos passar.

E agora, para que você consiga ler a poesia, segue a mesma escrita de forma tradicional.

 

Precisa-se de um Papai Noel

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Precisa-se um papai Noel diferente

que não venha só no fim do ano

Um papai Noel bom e inteligente

que não cometa nenhum engano

 

Precisa-se um papai Noel que atenda

das mães e pais todos os pedidos

que seja sensível e compreenda

toda a imensidão dos corações feridos

 

Que distribua alegria e felicidade

e também traga saúde com eficiência

que cure para sempre e de verdade

todos portadores de deficiência

 

Registrado em cartório

 

- 1998 -

metnp@bol.com.br

 

 



Escrito por Muriel Pokk às 15h23
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Adivinha o quanto eu te amo



Escrito por Muriel Pokk às 09h54
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Deficiente precisa atendimento dirigido em sala de aula

DEFICIENTE INTELECTUAL E SENSORIAL

 PRECISA ATENDIMENTO AVULSO EM SALA DE AULA

Muriel Elisa Távora Niess pokk

 Professores de todo território nacional recebem com boa vontade, em suas classes, alunos portadores de deficiência, e é por isso que defendo arduamente essas pessoas maravilhosas.

Infelizmente, sozinhos, mesmo com curso de especialização, esses dedicados mestres não conseguem - nem conseguirão - alfabetizar satisfatoriamente os que portam deficiência intelectual e sensorial.

Se para uma avaliação de uma deficiência se faz necessário um atendimento individual, com fonoaudiólogo, psicólogo, médico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psiquiatra e outros profissionais da saúde, como se pode exigir de um professor, que para prepará-lo intelectualmente, sozinho, numa classe comum, de uma escola municipal ou estadual, onde há 35 crianças, às vezes até mais,  dê atenção dirigida ao aluno portador de deficiência, e ainda, ministre aula a todos os outros alunos ao mesmo tempo?

Isso é uma exigência fora de propósito, pois está além das possibilidades do mestre atender a todos com o mesmo nível de atenção.

Se o professor atender à pessoa com deficiência, seguindo o ritmo lento da mesma, o restante dos alunos sairão prejudicados; se, ao contrário, ele seguir o ritmo normal da classe, fará com que o portador de deficiência se sinta inseguro por não conseguir acompanhar seus colegas, e isso o deixará desmotivado e muitas vezes com complexo de inferioridade.

Como acompanhei dia-a-dia as aulas de minha filha e vi suas dificuldades e as dificuldades de outros iguais a ela, insisto que numa classe onde houver um portador de deficiência intelectual ou sensorial, um professor sozinho não conseguirá, a contento, ensinar numa mesma aula, sozinho, todos alunos, de forma correta e com total aproveitamento deles. Por isso, deve haver em classe, além do mestre, um auxiliar especializado para dar ao portador de deficiência condição de acompanhar convenientemente as aulas ministradas.

 

- 08/03/2006 -

Registrado em Cartório



Escrito por Muriel Pokk às 09h51
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Amor à Pátria

Amor à Pátria

   Muriel Elisa Távora Niess Pokk

                                      

Minha avó nasceu na Alemanha e até a adolescência lá viveu. Depois, mudou-se para a França.  Lá percebeu que o custo de vida e as dificuldades enfrentadas eram as mesmas de onde viera. No apartamento em que moravam não havia calefação nem água quente. Na época do frio, a água ficava congelada na torneira e por isso era necessário acender um lampião e encostar sua chama no cano do mesmo, para que o gelo derretesse e, desta forma, só desde forma, é que se tinha água na torneira durante o inverno. Vovó trabalhava como feirante vendendo peixes.  Enquanto o dono da barraca trazia mãos enluvadas, ela sentia suas mãos congelarem e os dedos doerem muito (por causa do frio intenso), ao manusear o pescado. A neve, segundo minha avó, é igual à lama, só que é uma “lama” branca. Ela contava que, ao ir trabalhar, seus pés afundavam na neve e que, muitas vezes, eles afundavam tanto, que a neve chegava até perto dos joelhos. Para cada passo dado era um grande esforço despendido. Para ganhar a vida, seus pais se tornaram agricultores, mas, a cada ano, vinha o frio intenso acompanhado de neve e a plantação morria. Cansados, resolveram vir para o Brasil. Assim que chegaram aqui, meu bisavô comprou uma chácara. Traumatizado com os prejuízos que tivera na Europa, ele cultivou apenas uma pequenina parte do terreno. Com alegria, viu as sementes darem seus frutos. Ao colher o que plantara, vendo seus esforços recompensados, meu bisavô chorou de emoção. Na segunda semeadura plantou em grande quantidade legumes, frutas, verduras etc. Viu as plantinhas romperem a terra, crescerem, florirem e finalmente viu toda a colheita à sua espera... Emocionado, ajoelhou-se e beijando o solo disse à minha avó: - “Este País é bom, sua terra é abençoada!”. Contei esta história para dizer que os estrangeiros que vêm morar no Brasil - não importa de onde venham - valorizam o nosso País, que os acolhe como se fossem seus filhos. Causa-me muita estranheza que algumas pessoas nascidas no nosso Brasil não o saibam valorizar, não consigam ver as coisas boas que nele há.    Sou a favor da democracia e do direito de se falar e escrever livremente. Entretanto, creio que se deva tomar cuidado ao se levar a público palavras que desmoralizam a nação em que se vive e o seu povo. Como querermos que os outros países nos respeitem, se nós mesmos não nos respeitarmos e não respeitarmos o nosso próprio País? Jornais, revistas, sites etc, são veículos de grande circulação.  Não nos esqueçamos que esses textos publicados serão também novamente divulgados através da televisão, da imprensa, de telegramas, cartas, e-mail, telefonemas. Eles chegarão, de uma forma ou de outra, a vários municípios, estados e países. Ao fazermos, por escrito, comentários jocosos, não podemos, nem devemos generalizá-los, não podemos estendê-los a toda uma população de forma geral, não temos o direito de indiscriminadamente injuriar a todos. Ao generalizarmos, insultamos a população em massa e isso significa que estamos insultando também a todos os estrangeiros que aqui vivem, e, esse direito, democracia nenhuma nos dá. Não somos iguais! Nem mesmo os irmãos gêmeos univitelinos são iguais. Eles são parecidos fisicamente, mas seus gênios, seus sentimentos são diferentes, o modo de ver a vida é diferente, e, suas digitais são diferentes. Não é porque algumas pessoas têm vícios reprováveis, que todos nós devamos tê-los também. Senão vejamos: seriamos todos assassinos, assaltantes, tarados, estupradores, pedófilos, seqüestradores, viciados, ladrões etc, etc.      

Sou brasileira, adoro o meu País. Não gosto que falem mal de um povo tão sofrido e massacrado por tantas agruras.

É comum que pessoas que morem em ruas, bairros, cidades, estados e países onde não estejam bem se mudem. Eu mesma mudei de bairro quando me senti estressada por não conseguir dormir por causa do barulho dos barzinhos à noite. Ao mudar-me encontrei a paz desejada. Aconselho a todos que não estiverem satisfeitos com o lugar onde moram, a mudarem-se o mais rápido possível para um local que corresponda às suas expectativas.

 

Texto registrado em cartório

 



Escrito por Muriel Pokk às 09h49
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A Lei é Clara

A Lei é clara

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

A lei é clara. Sem dúvida nenhuma, as escolas devem aceitar um aluno deficiente intelectual.

Mas será que o cumprimento da obrigação legal fará com que a escola cuide bem do aluno que só por imposição da lei foi ali matriculado?

Ao se colocar, por força da lei, uma criança num estabelecimento que não a quer, ela, provavelmente, será “olhada”, pelos dirigentes do estabelecimento, de forma diferente.

A escola deve ser um segundo lar para o infante; ali deve ele sentir-se seguro, acolhido e bem tratado, só assim desenvolverá todo seu potencial, a contento.

O estabelecimento escolar que é obrigado a ter em seu seio aquele a quem não deseja, apenas o deixará participar das atividades escolares, sem se preocupar com o seu desenvolvimento em todos os aspectos desejáveis. 

Pergunto: quem sairá prejudicado nessa demanda?

Costumo, dependendo do texto que escrevo, colocar, abaixo do meu nome, a seguinte frase: "Inclusão, sim, mas com respeito ao ser humano", porque creio que, antes de quaisquer leis, há um ser humano que deve ser tratado com respeito, não devendo sofrer as conseqüências (ou inconseqüências) dos atos de outrem.

Sempre lutei pela inclusão da minha filha e aconselho aos pais a fazerem o mesmo, mas, concomitantemente, recomendo: “cuidado, seu filho é um ser humano sensível que, muitas vezes, nada diz mas compreende toda a carga de preconceito a ele dirigido. Ele é uma pessoa que precisa ser cuidado com atenção. Também uma planta delicada, se  durante seu crescimento não for bem cuidada, não florescerá como deveria”.

Traumas adquiridos onde há discriminação, mesmo velada, chacotas de amiguinhos despreparados, a horrível sensação de não conseguir acompanhar, em classe, seus coleguinhas, dificilmente serão tirados de sua mente.

Muitas escolas aprovam alunos, com (ou sem) deficiência, sem lhes dar ensino suficiente.

Então se impõe uma maior conscientização, tanto por parte das escolas quanto por parte dos pais, quanto à necessidade do real aprendizado.  Não importa em quantos anos o aluno se alfabetizará, mas sim que ele conclua seus estudos com aproveitamento.

Eles são os adultos de amanhã e contribuirão para o engrandecimento do Brasil.

 

Para as crianças com deficiência intelectual, o importante é que elas saibam ler, escrever, fazer cálculos, dentro de suas limitações, pois isso as ajudará no decorrer de suas vidas, auxiliando-as na busca de emprego ou até mesmo na leitura de livros, fazendo-as adquirir, assim, maior cultura, como também impedirá que sejam ludibriadas por não saberem o que estão assinando, por exemplo.

Não adianta ir passando da primeira para a segunda série, da segunda para a terceira, etc, etc, mal sabendo ler e escrever.

Nós, pais de pessoas portadoras de deficiência, devemos lembrar que não somos eternos, e, por isso, enquanto vivermos devemos lutar pelos nossos filhos, deixá-los preparados para que, no futuro, quando não mais estivermos sobre a face da Terra, tenham autonomia.

Vamos batalhar pela inclusão, mas, antes de tudo, vamos respeitar o potencial de cada ser humano. Onde quer que a pessoa estude, seja ensinada com o dom que Deus deu aos mestres... A dedicação.

Texto Registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 09h42
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Preconceito

PRECONCEITO

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

Será que o preconceito nunca vai morrer?

Li hoje, sobre a pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) realizada em 501 escolas públicas de todo o país, que 99,3% das pessoas demonstram ter preconceito com relação a portadores de necessidades especiais.

Isso me fez voltar no tempo. Lembrei que três meses depois de haver matriculado minha filha de quatro anos, no jardim da infância, recebi um telefonema pedindo que eu comparecesse à escola.

Cheguei ali meio apreensiva.

A diretora, com muito tato, pediu que eu não trouxesse mais Rita à escola, pois aquele estabelecimento não possuía professores especializados em síndrome de down.

Estamos em 2009, vinte e quatro anos se passaram desde aquele dia, mas noto que, apesar do tempo decorrido, a maioria das pessoas e escolas continua com o mesmo preconceito.

Para não receberem alunos com necessidade especial, os colégios alegam falta de estrutura, tanto na parte de acessibilidade do edifício como na parte da adequada preparação, de seus funcionários, e, pior de tudo, não fazem nenhum esforço para modificar essa situação.

A não ser, é claro, quando coagidos pela Justiça.

Isso acontece pela ignorância de alguns mestres, diretores de escolas e pais de alunos não deficientes, normalmente com relação ao aluno com deficiência intelectual.

Há, infelizmente, pais que não querem que seus filhos estudem ao lado desses alunos, porque receiam que essa convivência possa prejudicar seus filhos tanto na área intelectual como comportamental. Agem como se a deficiência fosse vírus extremamente contagioso.

Como teremos um futuro sem preconceito se esses pais colocam, desde a mais tenra idade, nos corações de seus rebentos, o preconceito?

É necessário que pessoas preconceituosas comecem a olhar o mundo que os cerca com olhares diferentes; que permitam que o preconceito seja excluído de seus corações e que, acima de tudo, andem na mesma direção que as pessoas portadoras de deficiência.

As escolas devem abrir, espontaneamente, suas portas ao aluno com deficiência. Elas devem compreender que a convivência entre alunos com e sem deficiência fará uma grande diferença: estes aprenderão a conviver, respeitar e "ver" que aqueles têm sentimentos e sonhos iguais aos seus. Em contrapartida, os alunos com deficiência intelectual terão maior desenvolvimento ao conviverem com crianças sem deficiência.

Até mesmo sem a orientação de um professor especializado, embora sua presença seja sempre recomendável, é possível, com boa vontade, ministrar aula para alunos portadores de deficiência intelectual, isso eu posso garantir, pois não sou formada e alfabetizei a minha filha. As escolas precisam, para que o aluno se alfabetize, acima de qualquer outra exigência, ter em classe um professor auxiliar que seja muito paciente e dedicado, bem como dar ao aluno, depois do horário do curso, o reforço da aula dada naquele dia.

Mudam os termos a serem usados: deficiente, portador de deficiência, pessoa com deficiência, mas não muda o mais importante - a conscientização de que todos temos defeitos e direitos.

        

Texto registrado em cartório

 



Escrito por Muriel Pokk às 09h37
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A QUEM IMPORTA



Escrito por Muriel Pokk às 12h09
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AMOR FEITICEIRO



Escrito por Muriel Pokk às 12h04
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AMEI I



Escrito por Muriel Pokk às 12h02
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AMANHÃ



Escrito por Muriel Pokk às 12h00
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ADEUS



Escrito por Muriel Pokk às 11h58
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ATITUDES PRECONCEITUOSAS I

Atitudes Preconceituosas I

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 Fazendo pesquisas em escritórios, fábricas, oficinas e outros lugares, vi que o preconceito é acentuado contra o portador de deficiência.

 Vi chefes, encarregados e funcionários em geral que tomam atitudes preconceituosas, sem ao menos tentar ver as qualidades do ser humano, sem ao menos tentar ver todo o esforço que faz o portador de deficiência para no trabalho dar o máximo de si mesmo.

Ao ser comunicada sobre o tratamento dado a um portador de deficiência visual numa agência de empregos, eu mesma resolvi me passar por deficiente visual e fui pedir emprego nesse local.

Logo que cheguei, um rapaz perguntou o meu nome e me falou:

- Senta nessa cadeira aí.

Claro que vi a cadeira, mas procedi como um deficiente visual. Tateei com a bengala ao meu redor, procurando a cadeira (a cadeira estava mais ou menos há um metro e meio de distância de onde eu estava). Uma moça que portava muletas e estava procurando emprego também, levou-me até a cadeira.

Chamaram o meu nome. Ninguém me disse onde se localizava a mesa. A mesma moça, com pena de mim, segurou-me pelo braço e levou-me até a recepção.

Assim que cheguei à mesa, a recepcionista estendeu a mão  para cumprimentar-me. Mas sua mão ficou ali parada “no meio do caminho” esperando que minha mão fosse até ela.

Depois de alguns segundos, ela abaixou a mão, pegou um formulário e o estendeu para mim, pedindo que eu o preenchesse com meus dados.

Claro que não peguei o papel...um deficiente visual não vê o que lhe está sendo oferecido.

A moça franziu o sobrolho, deu um suspiro irritado, segurou minha mão e colocou o papel sobre ela.

Passei a mão sobre o papel e disse:

- Não está em Braille.

Ela respondeu:

PEDE PRA ALGUÉM PREENCHER PARA VOCÊ.


Texto registrado em cartório

 

* Muriel é palestrante sobre a síndrome de Down.

* Em 1994 - Criou na religião Católica Apostólica Romana o curso de catequese, (curso de religião) para pessoas com deficiência intelectual, possibilitando assim que os mesmo pudessem fazer a primeira comunhão.
* Em fevereiro de 2.000 – Criou a 1ª sala de bate-papo para portadores de deficiência.  Pelo ineditismo da mesma, publicaram o fato, vários jornais entre eles: 1) Diário Popular, 14/03/2000 (caderno informática, págs. 1 e 3);  2) O Globo, do Rio de Janeiro (caderno Informática, pg. 7);  Consta ainda na ata da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo "ATO DE LOUVOR" .

* Em fevereiro de 2000 - Criou O Site Grandes Encontros  http://www.grandesencontros.com.br . Primeiro site do mundo de encontros para pessoas portadoras de deficiência.

* 2005 - Participou do grupo Movitae - estudo da célula tronco. Aprovado 04 de março de 2005, Câmara, Brasília.

* 2006 – 10 de maio - agraciada, com o troféu: "Mulher de sucesso 2006", Câmara Municipal de SP.

 



Escrito por Muriel Pokk às 11h52
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ATITUDES PRECONCEITUOSAS II

Atitudes Preconceituosas II

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

            Fazendo pesquisas em escritórios, fábricas, oficinas e outros lugares, vi que o preconceito é acentuado contra o portador de deficiência.

            Vi chefes, encarregados e funcionários em geral que tomam atitudes preconceituosas, sem ao menos tentar ver as qualidades do ser humano, sem ao menos tentar ver todo o esforço que faz o portador de deficiência para no trabalho dar o máximo de si mesmo.

 Minha amiga paraplégica contou-me sua odisséia para ir procurar emprego.

Resolvi mais uma vez passar-me por portadora de deficiência. Desta vez eu era uma cadeirante.

Precisava saber se todos que eram obrigados a andar de cadeira de rodas eram tratados da mesma forma que ela fora, ou se o caso dela tinha sido um caso à parte.

Pedi uma de suas cadeiras de roda emprestada, sentei-me nela e fui para a rua.

Já na rua, rente à guia comecei a fazer sinal para os táxis que passavam, mas, mesmo eles estando vazios, não pararam. Depois de muito tempo, já cansada de acenar, expliquei a um transeunte minha situação e pedi a ele que parasse um táxi para mim. Ele gentilmente sinalizou para um táxi que passava, imediatamente o mesmo parou. Quando o taxista soube que a pessoa que acenara não iria comigo no táxi, ele não aceitou me levar. Tentei lhe dizer que sabia me locomover sem ajuda, mas de nada adiantou. Parecia que ele não ouvia o que eu dizia. Rispidamente falou:

- NÃO VOU FICAR CARREGANDO NINGUÉM NO COLO.

Bateu a porta do carro e se foi.

Um outro táxi parou. Antes de ouvir algum desaforo, eu expliquei a ele sobre experiência que estava fazendo, assim, só assim, foi que ele me levou até a cidade.

Finalmente, cheguei ao prédio onde se localizava a firma em que ia fazer a entrevista.

Entrei, segui por um corredor para pegar o elevador. Qual não foi minha surpresa, quando me deparei com os cinco degraus que me levariam ao corredor onde se encontrava o elevador. Procurei, mas não localizei nenhuma rampa que me possibilitasse ultrapassar esse obstáculo... nem sequer havia portaria onde eu pudesse pedir ajuda.

De posse do celular, liguei para a firma e disse que já chegara e me encontrava no térreo. Expliquei que por causa do obstáculo encontrado  não havia como chegar ao décimo segundo andar (onde se encontrava a empresa).

Esperava que eles dissessem que iam mandar alguém para me auxiliar, mas, infelizmente a resposta que ouvi foi:

NÃO PODEMOS FAZER NADA.

Creio que o mínimo que a firma deveria fazer era avisar-me desse empecilho, uma vez que sabia ser eu uma cadeirante.

 

Texto registrado em cartório

 

* Muriel é palestrante sobre a síndrome de Down.

* Em 1994 - Criou na religião Católica Apostólica Romana o curso de catequese, (curso de religião) para pessoas com deficiência intelectual, possibilitando assim que os mesmo pudessem fazer a primeira comunhão.
* Em fevereiro de 2.000 – Criou a 1ª sala de bate-papo para portadores de deficiência.  Pelo ineditismo da mesma, publicaram o fato, vários jornais entre eles: 1) Diário Popular, 14/03/2000 (caderno informática, págs. 1 e 3);  2) O Globo, do Rio de Janeiro (caderno Informática, pg. 7);  Consta ainda na ata da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo "ATO DE LOUVOR" .
* Em fevereiro de 2000 - Criou O Site Grandes Encontros  http://www.grandesencontros.com.br . Primeiro site do mundo de encontros para pessoas portadoras de deficiência.

* 2005 - Participou do grupo Movitae - estudo da célula tronco. Aprovado 04 de março de 2005, Câmara, Brasília.

* 2006 – 10 de maio - agraciada, com o troféu: "Mulher de sucesso 2006", Câmara Municipal de SP.  



Escrito por Muriel Pokk às 11h49
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ATITUDES PRECONCEITUOSAS III

Atitudes Preconceituosas III

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

            Fazendo pesquisas em escritórios, fábricas, oficinas e outros lugares, vi que o preconceito é acentuado contra o portador de deficiência.

            Vi chefes, encarregados e funcionários em geral que tomam atitudes preconceituosas, sem ao menos tentar ver as qualidades do ser humano, sem ao menos tentar ver todo o esforço que faz o portador de deficiência para no trabalho dar o máximo de si mesmo.             

O prédio era antigo. Eu, um jovem de uns quinze anos e um senhor que portava nanismo entramos no elevador.

Este senhor, não conseguindo apertar o botão correspondente ao décimo quinto andar, pediu ao jovem que o fizesse. Mas o jovem riu e disse: “Vê se si manca, num sou babá de baixinho, não. Arruma um banquinho...se vira meu”.

Ao ouvir tal absurdo, eu mesma acionei o botão que o senhor desejava.

 

Texto registrado em cartório

 

* Muriel é palestrante sobre a síndrome de Down.

* Em 1994 - Criou na religião Católica Apostólica Romana o curso de catequese, (curso de religião) para pessoas com deficiência intelectual, possibilitando assim que os mesmo pudessem fazer a primeira comunhão.
* Em fevereiro de 2.000 – Criou a 1ª sala de bate-papo para portadores de deficiência.  Pelo ineditismo da mesma, publicaram o fato, vários jornais entre eles: 1) Diário Popular, 14/03/2000 (caderno informática, págs. 1 e 3);  2) O Globo, do Rio de Janeiro (caderno Informática, pg. 7);  Consta ainda na ata da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo "ATO DE LOUVOR" .

* Em fevereiro de 2000 - Criou O Site Grandes Encontros  http://www.grandesencontros.com.br . Primeiro site do mundo de encontros para pessoas portadoras de deficiência.

* 2005 - Participou do grupo Movitae - estudo da célula tronco. Aprovado 04 de março de 2005, Câmara, Brasília.

* 2006 – 10 de maio - agraciada, com o troféu: "Mulher de sucesso 2006", Câmara Municipal de SP.

 



Escrito por Muriel Pokk às 11h12
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ATITUDES PRECONCEITUOSAS IV

Atitudes Preconceituosas IV

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

Fui com minha filha, portadora da Síndrome de Down, a uma agência de viagens onde ela foi se apresentar para trabalhar. 

O dono da empresa após ter conversado longamente com Rita e pediu licença para se ausentar por uns minutos.

Aproveitei esse momento dar os parabéns para minha menina, pois ela acabava de ser admitida. Nesse momento, uma funcionária se aproximou de mim e perguntou:

- Sua filha vai trabalhar aqui?

Respondi sim. Ela murmurou ao meu ouvido:

- Sabe sou muito nervosa, às vezes eu grito com o pessoal daqui. Estou com muito medo que sua filha FIQUE RAIVOSA, QUANDO ISSO ACONTECER, ME JOGUE PELA JANELA.

 


Texto registrado em cartório

 

* Muriel é palestrante sobre a síndrome de Down.

* Em 1994 - Criou na religião Católica Apostólica Romana o curso de catequese, (curso de religião) para pessoas com deficiência intelectual, possibilitando assim que os mesmo pudessem fazer a primeira comunhão.
* Em fevereiro de 2.000 – Criou a 1ª sala de bate-papo para portadores de deficiência.  Pelo ineditismo da mesma, publicaram o fato, vários jornais entre eles: 1) Diário Popular, 14/03/2000 (caderno informática, págs. 1 e 3);  2) O Globo, do Rio de Janeiro (caderno Informática, pg. 7);  Consta ainda na ata da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo "ATO DE LOUVOR" .

* Em fevereiro de 2000 - Criou O Site Grandes Encontros  http://www.grandesencontros.com.br . Primeiro site do mundo de encontros para pessoas portadoras de deficiência.

* 2005 - Participou do grupo Movitae - estudo da célula tronco. Aprovado 04 de março de 2005, Câmara, Brasília.

* 2006 – 10 de maio - agraciada, com o troféu: "Mulher de sucesso 2006", Câmara Municipal de SP.

 



Escrito por Muriel Pokk às 11h07
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ATITUDECONCEITUOSAS V

Atitudes Preconceituosas V
Muriel Elisa Távora Niess Pokk

 

            Já percebi que em escritórios, fábricas, oficinas e outros lugares, o preconceito é acentuado contra o portador de deficiência.

            Vi chefes, encarregados e funcionários em geral que tomam atitudes preconceituosas, sem ao menos tentar ver as qualidades do ser humano, sem ao menos tentar ver todo o esforço que faz o portador de deficiência para no trabalho dar o máximo de si mesmo.

Este caso aconteceu há poucos dias com uma grande e querida amiga que é portadora de deficiência auditiva, infelizmente nem mesmo com um aparelho auditivo, ela consegue escutar.

Célia trabalhava há um ano e meio numa indústria de cosméticos.

Saía de casa todos os dias, por volta das 3:15h da madrugada. Tomava o ônibus da firma às quatro horas, e batia o ponto às seis horas.

Um dia ela tocou a campainha da minha casa e, quando abri a porta, encontrei-a chorando. Ao indagar o porquê de seu choro, ela me disse que havia sido despedida. Dizia ainda que não sabia porque fora  dispensada. Que não fizera nada de errado, que nunca faltara ao serviço e que também nunca chegara atrasada. Ainda chorando, pediu para que eu voltasse à firma com ela para falar com o pessoal de lá.

Lá fui eu para outra cidade para tentar ajudar minha amiga.

Logo que chegamos, ela me apresentou à sua à chefe - fazia apenas um mês que essa pessoa ali trabalhava.

Perguntei-lhe porque minha amiga fora despedida.

Ela me disse:

- Despedi a Célia porque ela não sorri nunca. Não dá pra trabalhar com uma pessoa assim, sempre de cara fechada.

Ao ouvir o motivo dado para a dispensa de Célia, não pude acreditar no que ouvia. O motivo era torpe demais.

Perguntei-lhe:

- A senhora tentou conversar com ela e explicar-lhe que ela deveria sorrir e ser mais simpática?

Ao que ela responde:

- Não! Nem tentei, sequer entendo o que ela fala. Desconheço a linguagem gestual dos surdos-mudos.

O antigo encarregado do setor em que Célia trabalhava chegou nesse momento. Perguntei-lhe se ele tinha alguma reclamação quanto ao trabalho dela, e ele respondeu que ela era uma ótima funcionária, trabalhava muito bem e fazia seu trabalho rapidamente. Quando terminava o mesmo, ia ajudar os colegas mais lentos.

Então a chefe retrucou:

- Ela empilhava as caixas de uma forma, mas quando ela ia ao banheiro, eu mandava outro funcionário empilhar as caixas de forma diferente. Quando ela voltava, tirava as caixas da posição e colocava outra vez como ela estava fazendo. Ela queria passar por cima de mim e dar uma de chefe.

Célia tem leitura labial e entendeu o que a mulher falava, então ela me falou que aprendera com o chefe anterior a colocar as caixas daquela maneira, pois da forma e essa chefe queria que colocasse, depois de empilhar décima caixa, elas se desequilibrariam e cairiam, o que já havia acontecido várias vezes.

O encarregado, sorriu e concordou com Célia. Disse-me que ela tinha razão.

Foi uma pena eu não ter levado um gravador para gravar toda essa conversa.

Mas, como não fiz isso, fica aqui meu desabafo e as perguntas:

- Uma pessoa deve ser despedida por não sorrir?

- Como sorrir sem motivos, trabalhando o dia inteiro em pé, carregando caixas e caixas pesadas, após ter levantado às três e meia da madrugada?

- Como sorrir, quando se leva bronca por fazer o serviço corretamente e seu superior incompetente o manda fazer um serviço de forma errada quando o chefe anterior explicou como o serviço devia ser feito para ser perfeito?

- Como sorrir tendo uma chefe que não está preparada para compreender um portador de deficiência auditiva, que não consegue entender Libras e que muito pouco faz para compreender a comunicação labial?

Apesar de tudo, ainda creio na humanidade. Acredito que um dia os portadores de deficiência serão amparados amplamente, não só pelas leis, mas por pessoas que tenham amor no coração e sejam realmente capacitadas para entendê-los.


Texto registrado em cartório

 

* Muriel é palestrante sobre a síndrome de Down.

* Em 1994 - Criou na religião Católica Apostólica Romana o curso de catequese, (curso de religião) para pessoas com deficiência intelectual, possibilitando assim que os mesmo pudessem fazer a primeira comunhão.
* Em fevereiro de 2.000 – Criou a 1ª sala de bate-papo para portadores de deficiência.  Pelo ineditismo da mesma, publicaram o fato, vários jornais entre eles: 1) Diário Popular, 14/03/2000 (caderno informática, págs. 1 e 3);  2) O Globo, do Rio de Janeiro (caderno Informática, pg. 7);  Consta ainda na ata da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo "ATO DE LOUVOR" .

* Em fevereiro de 2000 - Criou O Site Grandes Encontros  http://www.grandesencontros.com.br . Primeiro site do mundo de encontros para pessoas portadoras de deficiência.

* 2005 - Participou do grupo Movitae - estudo da célula tronco. Aprovado 04 de março de 2005, Câmara, Brasília.

* 2006 – 10 de maio - agraciada, com o troféu: "Mulher de sucesso 2006", Câmara Municipal de SP.

 

 



Escrito por Muriel Pokk às 11h04
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A MÃO QUE SEGURO



Escrito por Muriel Pokk às 11h27
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TEUS LÁBIOS



Escrito por Muriel Pokk às 11h13
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Um dia



Escrito por Muriel Pokk às 11h06
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A PONTE



Escrito por Muriel Pokk às 22h46
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A FLOR



Escrito por Muriel Pokk às 22h43
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VIDA II



Escrito por Muriel Pokk às 22h39
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Ao meu pai Gustavo Pedro Niess

Homenagem ao meu pai

Gustavo Pedro Niess

 

O Natal sempre foi muito importante para você papai. Com a aproximação do mesmo, você construía a morada da santa família. Arrumava o presépio em cima do buffet, e em volta da manjedoura, além de José e Maria, eram colocados vários bichinhos de papel, feitos com dobraduras, por suas mãos habilidosas.

Com muito cuidado você escolhia a árvore mais bonita, e já em casa, cheio de alegria, colocava-a na sala. Em alguns galhos colocava bolas de cores variadas, em outros, pequenos flocos de algodão,  e em outros, ainda, garrafinhas de chocolate embrulhadas em papel colorido.

Às vezes você nos dava uma bronca, porque as garrafinhas de chocolate desapareciam da árvore "misteriosamente", antes mesmo do dia 25 chegar.

Éramos pobres, mas você fazia questão de dar a cada um de nós, um presentinho.

Assim, nossa árvore de natal abrigava todos os anos seis embrulhos.

Para que não pegássemos a lembrancinha errada, você escrevia em cada presentes o nome do destinatário.

Já se passaram muitos anos da minha infância, mas hoje, após ver tantos pais que existem por aí parabenizo-o pelo grande pai que foi!

Você conseguiu ser: rígido... Lembro das cintadas recebidas; carinhoso... Sinto ainda seus beijos de boa noite; amigo... Conversávamos sobre qualquer assunto; companheiro... e que grande companheiro, quantos balões e pipas soltamos juntos, quantas vezes fizemos juntos cabaninhas no quintal.

Lembro-me daquela noite quente, que sem dar atenção aos protestos de mamãe, você resolveu atender ao nosso pedido e acampamos novamente no nosso pequeno quintal.

Os cobertores estendidos sobre o varal, presos com os pregadores, formavam uma cabana desengonçada, mas confortável.

Com grande algazarra, arrastamos os colchões e os arrumamos, ali no chão, lado a lado. Ainda o vejo deitando-se pertinho de mim.

Mesmo não havendo perigo algum, você não nos deixaria dormir ali sozinhos.
De madrugada, um temporal desabou...

Molhados, mas rindo muito, recolhemos tudo às pressas.

Depois, fiquei ali olhando e ouvindo as palavras de reprovação que mamãe lhe dava. Deu-me uma vontade imensa naquele momento de ir ao seu encontro e o abraçar, mas fiquei ali parada, pensando: Ela não consegue compreender que ele só esta nos ajudando a realizar sonhos, porque sabe que no futuro, não poderá mais fazer isso.

Seus vícios eram fumar, ser honesto. E seu vício maior era trabalhar e trabalhar muito, trabalhar tanto, que chegou a ter na mesma época, três empregos.

Durante o dia trabalhava no comércio, à noite dava aula de inglês e nos finais de semana,  lavava e consertava tapetes importados.

            Você só não queria que faltasse nada dentro de casa, queria dar de tudo para seus 6 filhos.

Em 1968 você adoeceu, mas em momento algum eu o vi triste ou amargurado. Com o passar dos meses, a doença foi lhe tirando as forças.

Com a aproximação do Natal, sem conseguir levantar-se da cama, pediu que comprássemos um pinheiro e o levássemos até seu quarto, e continuou: "Não esqueçam de trazer as garrafinhas de chocolates".

Como uma criança pequena, ao ver a árvore, os enfeites e o presépio, você sorriu, seus olhos brilharam de felicidade.

Ajeitando-se na cama foi nos instruindo onde queria que as garrafinhas de chocolate ficassem.

Naquele ano, quebrando a tradição, a árvore e o presépio ficaram em seu quarto.

Às vésperas do Natal, pai, como era seu costume, você fez mais alguns bichinhos de dobraduras e colocou-as no presépio. Pegou em suas mãos o pequeno Deus-menino e sorrindo disse:

“Olha os bichinhos que eu fiz esse ano para Lhe fazer companhia, assim você não fica tão sozinho".

À meia noite do dia 24 de dezembro, com pena de ver o menino Jesus tão solitário, você foi para p céu, foi empinar pipa com Ele.

Tenho muito orgulho de você pai.

Onde você estiver ... FELIZ DIA DOS PAIS.                                     

                          Muriel Elisa Távora Niess Pokk

                           Texto registrado em cartório

 

 



Escrito por Muriel Pokk às 20h15
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Muriel Elisa Távora Niess Pokk - Foi entrevistada no Programa do Ratinho - SBT

http://www.youtube.com/watch?v=1TCWoFt2bMI

 

http://www.youtube.com/watch?v=4Zf4hObN144

 

http://www.youtube.com/watch?v=U_Pou8FuB3U

 

http://www.youtube.com/watch?v=2wicXf-xa20

 

 



Escrito por Muriel Pokk às 15h06
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POR QUE TEMER A DEUS

Por que Temer a Deus

 

Por que Temer a Deus?

Por que não é ensinado, desde a mais tenra idade, a confiar, verdadeiramente, no amor de Deus, mas, é ensinado a ter medo Dele? Ensina-se que Deus levanta seu braço e cheio de ira  castiga aquele que erra.  Doutrina-se de tal forma o pequenino, que ele nunca esquecerá que, ao errar, será fatalmente punido. Isso faz com que, ao cometer um deslize, sua própria mente  procure uma forma de punição, seja através de doenças, prejuízo financeiro, perda de  emprego e muitas vezes da própria família, incutindo-se a idéia de que Deus o puniu.

Ensina-se que na hora da morte, se o perdão for pedido com arrependimento, as portas do Éden serão abertas. Ensina-se ainda que se a pessoa morrer, sem ter na última hora pedido perdão do erro cometido, não poderá entrar no céu. Deduz-se daí que, se alguém morrer repentinamente, sem ter tempo de se arrepender, seu espírito não poderá jamais gozar as delicias do paraíso.

É incompreensível que os pais permitam que seja ensinado às suas crianças essas lições, e que, muitas vezes, eles próprios coloquem esse mesmo medo nos filhos, para obrigá-los a obedecer.

Será que não compreendem que quando um infante é criado cheio de receios, crescerá como um adulto tímido, ou revoltado, e que essa criação o influenciará por toda a sua vida? Que ele se tornará uma pessoa temerosa e sem coragem de tomar decisões ou, ao contrário, tomará decisões precipitadas para não ficar pensando, com medo de errar? Que, muitas vezes, essa criança-adulta, assim doutrinada, precisará de ajuda psicológica?

Não se deve temer a Deus, mas amá-lo de verdade, confiar em sua bondade sem limites. Ele é um pai bondoso, amigo de todas as horas, que fica ao lado daquele que Dele precisa e está sempre pronto a perdoar. 

O Todo Poderoso estende sua mão para todos nós e, se desejarmos, podemos segurá-la e caminhar pela vida de mãos dadas com Ele.

Ou se ama a Deus sem reservas ou teme-se a Ele... É impossível conviver com esses dois sentimentos dentro do coração.

 

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

Texto registro em cartório

 

* Muriel é palestrante sobre a síndrome de Down.

* Em 1994 - Criou na religião Católica Apostólica Romana o curso de catequese, (curso de religião) para pessoas com deficiência intelectual, possibilitando assim que os mesmo pudessem fazer a primeira comunhão.
*
Em fevereiro de 2.000 – Criou a 1ª sala de bate-papo para portadores de deficiência.  Pelo ineditismo da mesma, publicaram o fato, vários jornais entre eles: 1) Diário Popular, 14/03/2000 (caderno informática, págs. 1 e 3);  2) O Globo, do Rio de Janeiro (caderno Informática, pg. 7);  Consta ainda na ata da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo "ATO DE LOUVOR" .

* Em fevereiro de 2000 - Criou O Site Grandes Encontros  http://www.grandesencontros.com.br . Primeiro site do mundo de encontros para pessoas portadoras de deficiência.

* 2005 - Participou do grupo Movitae - estudo da célula tronco. Aprovado 04 de março de 2005, Câmara, Brasília.

* 2006 – 10 de maio - agraciada, com o troféu: "Mulher de sucesso 2006", Câmara Municipal de SP.

 

 



Escrito por Muriel Pokk às 18h58
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MINHA MÃE, MINHA MESTRA

Homenagem à minha mãe

Zuleide Távora Niess

 

 

Mãe, você foi uma mulher que soube cuidar de seus filhos, aconselhá-los e fazer deles pessoas de bem.

Com você aprendi a enfrentar a vida e não ter medo de nada; aprendi o que é PERSISTÊNCIA, ao me arrastar, literalmente, para a escola durante os quatros anos do curso primário.

Mostrou-me o que é AMOR, obrigando-me a fazer, por anos e anos, exercícios que acabaram por me curar do estrabismo; e o que é fé, ao varar a noite ajoelhada ao lado do meu leito, pedindo a Deus, em voz alta, para que eu não morresse.

Mãe, você me ensinou a ser ORGULHOSA. Dizia que eu deveria ter orgulho das pequenas vitórias do dia-a-dia, e que deveria ter o mesmo orgulho nas derrotas. Sua frase preferida era: “Derrotado é aquele que nunca tentou e não aquele que não teve êxito em sua tentativa”.

Você me fez ser VAIDOSA. Com carinho mostrou-me como lapidar os meus defeitos e assim cada vez mais enfeitar o meu espírito.

Ainda ouço sua voz dizendo: “Filha, só se encontra a gema, depois que o brilhante for muito bem lapidado.”

Você foi meu ANJO PROTETOR. Ao dar meus primeiros passos na estrada da vida, você segurou minha mão e me indicou o caminho a seguir.

Você foi “MÁ”! Deixou-me cair mesmo podendo ter me segurado. Com os joelhos esfolados, fui chorar em seus braços. Não recebi o abraço esperado e ainda ouvi: “A dor fortalece a alma.” Você foi SÁBIA! Ensinou-me como levantar e continuar caminhando, apesar da dor e dos ferimentos provocados pela queda.

Você foi “DURA”! “Quando lhe contei que Rita tinha síndrome de Down,  esperava um “colinho” e, ao invés disso, ouvi: “Muriel, deixa de ser covarde, pára de chorar, lágrimas não curam ninguém, vá para casa, vá cuidar de sua filha!”

Magoada, fui para casa.

Só muito tempo depois é que compreendi que a alavanca que me impulsionou a não desistir de cuidar da minha filha foram suas palavras.

Você mostrou o que é RESIGNAÇÃO, mesmo sabendo que estava com câncer nunca se queixou ou reclamou.

Você foi CARINHOSA para comigo, entre tantos filhos, fui eu a escolhida para acolhê-la, e passar junto com você seus últimos momentos.

 Você foi PACIENTE! Naquela tarde de outono, você esperou que eu a abraçasse, para morrer docemente em meus braços.

MÃE, obrigada por tudo que você me ensinou.

Se hoje a Rita é o que é, eu devo a você, eu sou a mãe que você fez de mim.

                                    Muriel Elisa Távora Niess Pokk

                                        Texto registrado em cartório

 



Escrito por Muriel Pokk às 06h56
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Amor à Pátria

Minha avó nasceu na Alemanha e até a adolescência lá viveu. Depois, mudou-se para a França.  Lá percebeu que o custo de vida e as dificuldades enfrentadas eram as mesmas de onde viera. No apartamento em que moravam não havia calefação nem água quente. Na época do frio, a água ficava congelada na torneira e por isso era necessário acender um lampião e encostar sua chama no cano do mesmo, para que o gelo derretesse e, desta forma, só desde forma, é que se tinha água na torneira durante o inverno. Vovó trabalhava como feirante vendendo peixes.  Enquanto o dono da barraca trazia mãos enluvadas, ela sentia suas mãos congelarem e os dedos doerem muito (por causa do frio intenso), ao manusear o pescado. A neve, segundo minha avó, é igual à lama, só que é uma “lama” branca. Ela contava que, ao ir trabalhar, seus pés afundavam na neve e que, muitas vezes, eles afundavam tanto, que a neve chegava até perto dos joelhos. Para cada passo dado era um grande esforço despendido. Para ganhar a vida, seus pais se tornaram agricultores, mas, a cada ano, vinha o frio intenso acompanhado de neve e a plantação morria. Cansados, resolveram vir para o Brasil. Assim que chegaram aqui, meu bisavô comprou uma chácara. Traumatizado com os prejuízos que tivera na Europa, ele cultivou apenas uma pequenina parte do terreno. Com alegria, viu as sementes darem seus frutos. Ao colher o que plantara, vendo seus esforços recompensados, meu bisavô chorou de emoção. Na segunda semeadura plantou em grande quantidade legumes, frutas, verduras etc. Viu as plantinhas romperem a terra, crescerem, florirem e finalmente viu toda a colheita à sua espera... Emocionado, ajoelhou-se e beijando o solo disse à minha avó: - “Este País é bom, sua terra é abençoada!”. Contei esta história para dizer que os estrangeiros que vêm morar no Brasil - não importa de onde venham - valorizam o nosso País, que os acolhe como se fossem seus filhos. Causa-me muita estranheza que algumas pessoas nascidas no nosso Brasil não o saibam valorizar, não consigam ver as coisas boas que nele há.    Sou a favor da democracia e do direito de se falar e escrever livremente. Entretanto, creio que se deva tomar cuidado ao se levar a público palavras que desmoralizam a nação em que se vive e o seu povo. Como querermos que os outros países nos respeitem, se nós mesmos não nos respeitarmos e não respeitarmos o nosso próprio País? Jornais, revistas, sites etc, são veículos de grande circulação.  Não nos esqueçamos que esses textos publicados serão também novamente divulgados através da televisão, da imprensa, de telegramas, cartas, e-mail, telefonemas. Eles chegarão, de uma forma ou de outra, a vários municípios, estados e países. Ao fazermos, por escrito, comentários jocosos, não podemos, nem devemos generalizá-los, não podemos estendê-los a toda uma população de forma geral, não temos o direito de indiscriminadamente injuriar a todos. Ao generalizarmos, insultamos a população em massa e isso significa que estamos insultando também a todos os estrangeiros que aqui vivem, e, esse direito, democracia nenhuma nos dá. Não somos iguais! Nem mesmo os irmãos gêmeos univitelinos são iguais. Eles são parecidos fisicamente, mas seus gênios, seus sentimentos são diferentes, o modo de ver a vida é diferente, e, suas digitais são diferentes. Não é porque algumas pessoas têm vícios reprováveis, que todos nós devamos tê-los também. Senão vejamos: seriamos todos assassinos, assaltantes, tarados, estupradores, pedófilos, seqüestradores, viciados, ladrões etc, etc.          

Sou brasileira, adoro o meu País. Não gosto que falem mal de um povo tão sofrido e massacrado por tantas agruras.            

É comum que pessoas que morem em ruas, bairros, cidades, estados e países onde não estejam bem se mudem. Eu mesma mudei de bairro quando me senti estressada por não conseguir dormir por causa do barulho dos barzinhos à noite. Ao mudar-me encontrei a paz desejada. Aconselho a todos que não estiverem satisfeitos com o lugar onde moram, a mudarem-se o mais rápido possível para um local que corresponda às suas expectativas.

 

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

Texto registrado em cartório

 

 

 



Escrito por Muriel Pokk às 14h35
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A aranha II

Quando a aranha a vê,
ela quer pedir arrego,
Não entende porque,
dela você tem medo.

Tadinha da aranha travessa,
você a assusta também.
Ela corre bem depressa 
pela sala e muito além.

Precisa o corpo exercitar,
muitos exercícios fazer.
Deixe-a por ai andar
Sem horror da mesma ter.

Eu a convidei para aqui vir,
Mas ela não aceitou,
Disse que daí não quer sair
Que aí já se acostumou.

Ela lhe mandou um recado
que agora vou transmitir,
Ele é meio engraçado,
Dá até mesmo para rir.

“Amiga vê se não escama.
Minha sina é ser um inseto,
Não olhe embaixo da cama
Por favor, olhe pro teto.

Na sua vida não meto o nariz
Na minha não meta o seu
Assustá-la nunca eu quis,
Aparecer foi erro meu.

Quero com você viver em paz
Por isso uma trégua lhe proponho
Será que você é capaz

De realizar esse meu sonho?”

Muriel Elisa Távora Niess Pokk

texto registrado em cartório



Escrito por Muriel Pokk às 12h58
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AMIGOS E AMIGOS

Tenho amigos maravilhosos. Alguns ligam, outros mantêm contato comigo pelos meios que a internet proporciona. Diariamente trocamos, dessa forma, as nossas novidades. Com o passar do tempo conheci a todos e aprendi a respeitar a maneira de ser de cada um. Há aqueles que são frágeis. Extremamente sensíveis se magoam com facilidade. Ao desabafarem desejam ser ouvidos em silêncio, sem nenhuma interrupção, e qualquer conselho dado será por eles recusado. Nada do que lhes seja dito os ajudará. Em sua visão seu problemas não têm solução. Há aqueles que são fortes. Sua força interior é tão grande que eles conseguem deixar seus problemas de lado para ajudar aos que deles precisam. Oferecem aos necessitados seu ombro amigo, abraçam com carinho e deixam sair de seus lábios palavras reconfortantes. Estes amigos, por maior que seja sua dor, jamais se queixam, nem se lastimam. Eles trazem dentro de si muita fé, e em seus corações uma confiança inabalável em Deus. Há aqueles que ficam ao nosso lado enquanto o clima está ameno, enquanto estamos rindo e brincando, enfim enquanto estamos bem. Mas ao menor sinal de “ventos fortes, de céu escuro ou tempestade”, ao saberem das tristezas e das dificuldades pela qual estamos passando, eles simplesmente se escondem. Estes desaparecem de nossas vidas como num passe de mágica. Não nos visitam, não nos telefonam mais, nem retornam as nossas ligações;  param de nos mandar e-mails, não respondem mais aos nossos; no messenger ficam indefinidamente off-line, talvez por terem criado outro msn ou simplesmente por nos terem bloqueado. Se insistirmos em ligar para suas residências, eles não atenderão ao telefone, pois sem dúvida adquiriram um identificador de chamada. Se por acaso alguém em sua casa atender ao telefone, logo perguntará o nosso nome,  repeti-lo-á em voz alta e, depois de uma breve pausa, ouviremos: “não esta”, “acabou de sair”. Com o passar do tempo, a alegria e a felicidade voltam a bater em nossa porta, e por incrível que pareça nossos amigos desaparecidos também. A esses amigos, eu costumo chamar andorinhas... Eles vão e voltam conforme o tempo. Na época em que não os compreendia, eu ficava profundamente magoada com essa atitude deles. Mas amigos espiritualistas deram-me uma explicação que me satisfez. Explicaram-me que existem vários níveis espirituais, que podemos comparar os espíritos aos degraus de uma escada interminável.  Agora que compreendo meus amigos “andorinhas”, suas atitudes já não me magoam mais; sei que o fazem, não o fazem por maldade. Não posso pretender que alguém que esteja ao pé de uma montanha tenha a mesma visão daquele que se encontra em seu cume.

 Muriel Elisa Távora Niess Pokk

Texto registrado em cartório

metnp@bol.com.br

 



Escrito por Muriel Pokk às 15h10
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